Dave Holland Big Band - Triple Dance
o

Dave Holland Big Band
Triple Dance

15/08/2017 a 22/08/2017

Nuvem

9h

Gratuito

O cavaleiro solitário

Mais um álbum de Arnaldo Miranda

Para quem navega entre a world music e a música brasileira, esse é o álbum mais pop do Arnaldo Miranda, mas sempre com aquele sabor bem brejeiro de Brasil.

Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=KGzV5hPIZms&feature=youtu.be

O novo disco de Arnaldo Luis Miranda, “O cavaleiro solitário”, foi gravado ao longo dos últimos dois anos, no Midstúdio, em Nova Friburgo (RJ), onde o poeta trabalha habitualmente e considera a sua casa. De corte supreendentemente pop, mas sempre com aquele vínculo do Arnaldo com as matrizes da música brasileira, "O cavaleiro solitário" traz letras leves, urbanas, algumas mais filosóficas (como é de praxe no seu trabalho), outras bem descoladas, mas todas falando das várias faces do amor, como o poeta bem gosta.

Melodias e harmonias com uma pegada mais para o dançante, o novo álbum conta com a participação especial da compositora e cantora Jozy Lucka, na faixa "Anoitecer em Friburgo", um blues de três acordes em homenagem à sua cidade natal. No mais, são os músicos impecáveis de sempre que acompanham o Arnaldo há mais de dez anos em sua carreira. “São meus irmãos, meus parceiros. Sem eles, não teria tanta graça o que faço nem o mesmo valor, eles agregam sua arte e seu talento ao meu trabalho sempre de um modo incrível e generoso” ― diz o poeta, que continua no sobe-desce de viver no Rio de Janeiro com a família (“e os netinhos que lá residem, bota aí”, diz ele) e gravar a maior parte do seu trabalho na serra (embora grave muita coisa também na capital carioca e em cidades de São Paulo, informa a Cia do Ar. ações em cultura, casa de criação do artista, que responde pela organização, produção e divulgação da sua obra).

A produção artística do álbum é do próprio Arnaldo ― “que não tem nada de “patrão”, brinca o tecladista e arranjador Tiquinho Santos, também técnico de som responsável por gravação, mixagem e masterização do “Cavaleiro”, à frente da parte técnica do Midstudio, um dos principais estúdios da Região Serrana, em sociedade com José Antonio Noronha, o Cebolinha.

“O Miranda participa de tudo, quer detalhe de tudo, acompanha tudo de perto, mas delega e confia nos seus músicos e nas pessoas que trabalham com ele. Em suma, somos um grande time batalhando em conjunto pela música, para fazer a melhor música possível dentro do estilo de cada compositor. E o Arnaldo é um cara que tem um estilo muito pessoal, uma marca, que a gente sabe fácil quando a canção é dele. Tem sempre uma estranheza qualquer”, diz Tiquinho, entre risadas amigáveis.

Sobre shows, a produção acha difícil, embora o poeta não seja de recusar convites. Arnaldo está envolvido em diferentes projetos simultâneos, para não falar da produção literária (este ano já lançou quatro livros, em prosa e poema) e é preciso lembrar ― diz Lúcia Pouchain, a fiel escudeira do 'cavaleiro solitário' ― que “o cara ainda se desdobra em mil outras frentes de trabalho”. "Ele é meio louco por trabalho", conclui Lúcia.

"Minha vida pessoal me levou a isso" ― diz o próprio Arnaldo. “É extremamente trabalhoso e cada vez mais complicado realizar um trabalho artístico fora dos canais habituais de produção, e eu sempre fui meio independente, demais até!” (risos).

Veterano e marginal da geração 1980, "O cavaleiro solitário" é o sexto álbum do artista (que inclui uma coletânea instrumental) e o quinto de estúdio. E mais uma coletânea já está caminho, avisa o pessoal da Cia do Ar. ações em cultura. “O cara não para. E os amigos dele também não, tudo workahoolic!”, diz a assessoria.

Arnaldo lançou “Flores da Serra” em 2011, produzido por ele, Giovanni Bizzotto e Tiquinho Santos e de lá pra cá não parou mais: Archeiro (2013), Nós que amos a vida (2015), Cicatrizes do Samba (2016), Cordas Madeiras & Metais (2016) e agora O Cavaleiro Solitário (2017), que subiu recentemente para o site da CD Baby, a integradora de artistas independentes americanos que distribui a obra musical do autor 'around the world'. 



 

Ficha técnica
Ilustração de capa - Ilson Junior
Bateria - Jouber Alves e Piter Toledo
Contrabaixo - Marcelinho Martins, Cléber Silva e Kauan Velloso
Flauta - Guilherme Tardin
Guitarra - Marcelinho Martins
Programação e Órgão - Tiquinho Santos
Percussão - Piter Toledo
Teclado - Tiquinho Santos e Anderson Erthal
Violão - Giovanni Bizzotto e ALM
Vocais e arranjos vocais - Cláudia Gonzaga e Pablo Lemos
Arranjo de base para violão - ALM
Arranjos - Anderson Erthal e Tiquinho Santos

contato@ciadoar.art.br

Fotos: José Antonio Noronha